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Calculadora de Consignado do INSS: margem, parcela e valor máximo

Sobre este serviço

A margem do consignado do INSS é de 45% do benefício — mas empréstimo, mesmo, só pode usar 35%: os outros 5% + 5% são reservas exclusivas dos cartões consignados. Informe o valor do seu benefício e a calculadora mostra a sua margem livre, a parcela de um empréstimo no teto de juros de 1,85% ao mês (ou na taxa que você informar) e o maior valor que cabe na margem, em prazos de até 108 meses. Simulação informativa, só com os juros — sem CET, tarifas ou seguros.

Tema sensível — em revisão jurídica: este tema envolve prazos, benefícios e direitos que dependem do caso concreto e está em revisão jurídica. Use as regras gerais abaixo para se orientar e confirme o seu caso em uma fonte oficial ou com orientação especializada antes de decidir.

O valor bruto mensal da aposentadoria ou pensão, antes dos descontos.

Opcional. Some as parcelas de empréstimos que você já tem; a calculadora desconta da margem de 35%.

Máximo permitido hoje: 108 meses (IN PRES/INSS nº 138/2022, art. 5º, VI).

Opcional. Em branco, usamos o teto legal de 1,85% ao mês. Nenhum banco pode passar do teto — mas pode cobrar menos.

A margem, faixa a faixa: 35% + 5% + 5%

A Lei nº 10.820/2003 (com a divisão da Lei nº 14.431/2022) limita o total de descontos de crédito consignado a 45% do valor do benefício de aposentados e pensionistas, dividido em três faixas que não se misturam: a de empréstimo não pode ser completada com a dos cartões, nem o contrário. É essa divisão que a Instrução Normativa PRES/INSS nº 138/2022 aplica na averbação (art. 5º, V).

FaixaPercentualBenefício de R$ 1.621,00 (1 salário mínimo)Benefício de R$ 3.000,00
Empréstimos e financiamentos consignadosAté 35%Até R$ 567,35 por mêsAté R$ 1.050,00 por mês
Cartão de crédito consignado (RMC)Até 5%Até R$ 81,05 por mêsAté R$ 150,00 por mês
Cartão consignado de benefício (RCC)Até 5%Até R$ 81,05 por mêsAté R$ 150,00 por mês
Total máximo de desconto45%R$ 729,45 por mêsR$ 1.350,00 por mês

Dois avisos que mudam a leitura da tabela. Primeiro: margem é teto, não recomendação — comprometer os 35% inteiros deixa 65% do benefício para todas as despesas de quem, em geral, vive só dele. Segundo: as faixas dos cartões têm lógica de cartão (saque e compras com desconto mínimo em folha) e custam juros de cartão — o teto delas é de 2,46% ao mês —, e as novas contratações dos dois cartões estão suspensas por decisão cautelar do TCU (Acórdão nº 1.094/2026); restam os contratos antigos e o empréstimo comum. O episódio de 2026 em que o total caiu temporariamente para 40% (MP nº 1.355/2026) terminou sem conversão em lei: desde 31 de agosto de 2026, a margem voltou a 45%. O detalhamento completo das regras está no guia da margem e das regras do consignado.

Como funciona o cálculo

Margem: multiplicamos o benefício por 35% (empréstimo), 5% e 5% (cartões) e 45% (total), com arredondamento ao centavo. Se você informar parcelas de empréstimos atuais, elas são abatidas da faixa de 35% — a margem livre é o que sobra para um contrato novo.

Parcela (tabela Price): PMT = P × i ÷ (1 − (1 + i)−n), onde P é o valor do empréstimo, i é a taxa mensal e n é o prazo. Os juros de cada mês são calculados sobre o saldo e arredondados ao centavo; a última parcela absorve os centavos de arredondamento, por isso o total exibido é o da tabela de amortização, e não parcela × prazo. No cálculo inverso, isolamos o P: P = PMT × (1 − (1 + i)−n) ÷ i, truncado ao centavo para a parcela resultante nunca passar do alvo nem da margem livre.

Prazo e juros totais: o prazo máximo atual é de 108 meses (IN PRES/INSS nº 138/2022, art. 5º, VI, com a redação da IN PRES/INSS nº 204/2026; antes eram 96). Prazo maior dilui a parcela, mas multiplica os juros: usando a margem inteira de um benefício de 1 salário mínimo (parcela de R$ 567,35) por 108 meses no teto de 1,85%, o valor liberado é de R$ 26.432,23 e o total pago chega a R$ 61.273,96 — são R$ 34.841,73 só de juros, mais do que o valor emprestado. É a conta que nenhum anúncio faz por você.

Simulação apenas com os juros, sem tarifas, seguros ou CET, e sem carência (a regra permite prorrogar o início do desconto em até 3 meses, o que aumenta os juros). O Custo Efetivo Total de um contrato real inclui outros encargos — a instituição é obrigada a informá-lo antes da contratação.

Exemplo resolvido

Exemplo: uma pensionista recebe R$ 2.847,00 por mês e não tem nenhum consignado. A margem dela para empréstimo é de 35% × R$ 2.847,00 = R$ 996,45 por mês. Ela simula um empréstimo de R$ 10.000,00 no teto de 1,85% ao mês, em 84 meses: a parcela é de R$ 235,50, o total pago é de R$ 19.781,28 e os juros somam R$ 9.781,28 — quase o valor do próprio empréstimo, mesmo no teto "barato" do consignado. A parcela usa só 23,6% da faixa de empréstimo dela (sobram R$ 760,95 de margem), o que é bem diferente de contratar no limite: se a sua simulação apontar parcela maior que a margem livre, a calculadora mostra o maior valor que caberia no prazo e na taxa escolhidos.

Passo a passo: simule aqui, contrate com segurança

1. Consulte a sua margem real: no Meu INSS, abra o extrato de empréstimos consignados (HISCON) e veja quanto já está comprometido em cada faixa. Desconto que você não reconhece se contesta na instituição e no INSS — antes de contratar qualquer coisa nova. O extrato de pagamento mostra, mês a mês, o que já está sendo descontado.

2. Compare pelo CET, não pela parcela: simule em mais de um banco autorizado comparando taxa (sempre até o teto de 1,85%), prazo e Custo Efetivo Total. Parcela menor em prazo maior pode custar muito mais no total — confira o "total pago" e o "total de juros" desta calculadora em cada cenário.

3. Desbloqueie você mesmo, com biometria: benefício novo nasce bloqueado para consignado, e o desbloqueio é ato pessoal do segurado no Meu INSS. A contratação por telefone ou por procuração é vedada. Nunca entregue senha, código ou selfie a intermediários — é o mecanismo clássico do consignado fraudulento.

4. Leia antes de assinar e monitore depois: confira valor liberado, parcela, prazo e taxa no contrato; depois, acompanhe o primeiro desconto no extrato de pagamento e guarde o contrato. Divergência se contesta de imediato no banco e no INSS.

Erros comuns

"Posso pegar 45% do benefício em empréstimo": não pode. Empréstimo é a faixa de 35%; os 5% + 5% são dos cartões, com regras e custos próprios — e contratos novos de cartão estão suspensos por cautelar do TCU.

"O teto de 1,85% é a taxa que eu vou pagar": o teto é o máximo permitido, não uma taxa garantida nem obrigatória. Bancos praticam taxas diferentes abaixo dele; acima dele, nenhuma proposta é averbável — se alguém oferecer consignado do INSS a 2% ao mês, a proposta é irregular.

"Prazo maior é sempre melhor porque a parcela cai": a parcela cai, mas os juros totais sobem — no exemplo da margem cheia por 108 meses, os juros passam do valor emprestado. Prazo é uma escolha de custo, não só de conforto mensal.

Fontes oficiais e verificação

  • Lei nº 10.820/2003, art. 6º, § 5º (com a Lei nº 14.431/2022): limite global de 45% do benefício — 35% empréstimo, 5% cartão de crédito consignado, 5% cartão consignado de benefício. A MP nº 1.355/2026 reduziu o total a 40% entre maio e agosto de 2026 e perdeu a eficácia em 31/08/2026 sem conversão em lei.
  • Instrução Normativa PRES/INSS nº 138/2022, art. 5º, V (margem na averbação) e VI (máximo de 108 parcelas, redação da IN PRES/INSS nº 204, de 4 de maio de 2026) — texto consolidado no portal gov.br do INSS.
  • Resolução CNPS nº 1.368, de 26 de março de 2025: teto de juros de 1,85% ao mês para o empréstimo consignado e de 2,46% ao mês para os cartões.
  • TCU, Acórdão nº 1.094/2026: cautelar que suspende novas contratações dos cartões consignados.

Última verificação: 14 de novembro de 2026. Conteúdo informativo; não substitui a conferência dos seus documentos nem orientação especializada para casos sensíveis.

Perguntas frequentes

Qual é a margem consignável do INSS?

Para aposentados e pensionistas, o total de descontos de crédito consignado não pode passar de 45% do valor do benefício: até 35% para empréstimos e financiamentos, até 5% para o cartão de crédito consignado e até 5% para o cartão consignado de benefício (Lei nº 10.820/2003, com a Lei nº 14.431/2022). As faixas não se misturam: a parte dos cartões não vira empréstimo.

Qual é o teto de juros do consignado do INSS?

1,85% ao mês para o empréstimo, fixado pela Resolução CNPS nº 1.368/2025. É um teto: o banco pode cobrar menos, nunca mais. Para os cartões consignados, o teto é de 2,46% ao mês — e as novas contratações de cartão estão suspensas por decisão cautelar do TCU.

Em quantos meses posso pagar o consignado?

Até 108 parcelas mensais (IN PRES/INSS nº 138/2022, art. 5º, VI, com a redação da IN nº 204/2026; o limite anterior era 96). Prazo maior reduz a parcela, mas aumenta muito os juros totais: no teto de juros, um contrato de 108 meses pode custar, só de juros, mais do que o valor emprestado.

Quem recebe BPC pode usar esta calculadora?

Não diretamente. O BPC tem margem própria e menor — 35% no total, sendo até 30% para empréstimo (Lei nº 14.601/2023) —, enquanto esta calculadora usa a margem de aposentados e pensionistas (35% só de empréstimo, de um total de 45%). Quem recebe BPC não deve usar os resultados daqui para decidir: as faixas são outras.

A calculadora mostra o Custo Efetivo Total (CET)?

Não. Ela simula apenas os juros da tabela Price, sem tarifas, seguros ou outros encargos. Antes de contratar, a instituição é obrigada a entregar um demonstrativo com o CET da operação, o valor que sobra do seu benefício após a parcela e o prazo de quitação — compare propostas por esse documento, não pelo anúncio.

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